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Filme "CHAPPiE" e a Nova Religião Transhumanista

domingo, 8 de novembro de 2015 24 comentários

"CHAPPiE" é um filme sobre um robô policial com inteligência artificial avançada que é raptado por bandidos. No entanto, a verdadeira história do filme é contada através de símbolos e alegoria: "CHAPPiE" é sobre o abandono das religiões antigas por uma nova religião futurista e transhumanista.

 Aviso: spoilers enormes pela frente! 

"CHAPPiE" foi criado por Neill Blomkamp, o diretor sul-africano que também está por trás de "Distrito 9" e "Elysium". Como em seus dois filmes anteriores, Blomkamp esconde uma mensagem mais profunda sob as armas, os robôs e os bandidos, uma que está no âmbito espiritual.

À primeira vista, o filme parece ser uma estranha mistura de ficção científica e estética Zef (cultura de rua sul-africana defendida pelo grupo de rap Die Antwoord, que também estrela no filme), mas há simbolismo mais do que suficiente, principalmente bíblico, para fazer uma interpretação de segundo nível. Na verdade, a história de um robô sensível que se torna consciente de sua própria "mortalidade" (sua bateria está acabando) evoca questões religiosas e existenciais do mundo real, onde robôs inteligentes estão prestes a se misturar com a humanidade. No entanto, o filme não levanta questões ou convidam à reflexão. Ele simplesmente propõe uma resposta. E essa resposta aparentemente pode realizar o que as religiões têm prometido desde a aurora dos tempos: a imortalidade. A resposta "CHAPPiE" fornece? Transhumanismo.

Transhumanismo

O conceito de transhumanismo foi mencionado muitas vezes neste site, porque é parte importante da agenda da mídia de massa. Em poucas palavras, o transhumanismo é sobre a fusão dos seres humanos com robôs, a fim de criar seres humanos "melhorados". Junto com o lado científico pragmático do transhumanismo vem todo um sistema de filosofia e crença, que rejeita principalmente os conceitos de que a criação de Deus é perfeita e que os seres humanos não devem brincar de Deus. 

Max More, o pai do transhumanismo, eloquentemente descreveu o pensamento espiritual por trás do movimento em seu ensaio de 1990, "In Praise of the Devil". Aqui está um trecho traduzido: (você pode fazer o download do artigo original completo aqui).


"O Diabo - Lúcifer - é uma força para o bem (onde eu defino "bem" simplesmente como aquilo que eu valorizo, não querendo implicar qualquer validade universal ou necessidade de orientação). 'Lúcifer' significa 'Portador da luz' e isso deveria começar a nos dar pista sobre a sua importância simbólica. A história é que Deus expulsou Lúcifer do céu, porque Lúcifer começou a questioná-lo e estava espalhando dissensão entre os anjos. Devemos lembrar que essa história é contada do ponto de vista dos teístas (se me permite cunhar um termo), e não da dos Luciferianos (vou usar este termo para nos distinguir dos satanistas oficiais com quem temos diferenças fundamentais). A verdade pode ser que Lúcifer tenha renunciado do céu. 

Deus, sendo o sadista bem documentado que ele é, sem dúvida quis manter Lúcifer por lá de modo que ele pudesse puni-lo e tentar recuperá-lo sob seu poder (de Deus). Provavelmente o que realmente aconteceu foi que Lúcifer veio a odiar o reino de Deus, seu sadismo, sua demanda para conformidade servil e obediência, sua fúria psicótica em qualquer exibição de pensamento e comportamento independente. Lúcifer percebeu que ele nunca poderia pensar completamente por si mesmo e, certamente, não poderia agir em seu pensamento independente, enquanto ele estivesse sob o controle de Deus. Portanto, ele deixou o Céu, aquele terrível Estado espiritual governado pelo cósmico sadista Jeová, e foi acompanhado por alguns dos anjos que tinham tido coragem suficiente para questionar a autoridade de Deus e seu valor de perspectiva. Lúcifer é a personificação da razão, da inteligência, do pensamento crítico. Ele está contra o dogma de Deus e todos os outros dogmas. Ele defende a exploração de novas ideias e novas perspectivas na busca da verdade." 

- Max More, In Praise of the Devil, Atheist Notes 003


Como você pode ver, More descreve Lúcifer como uma força do bem que dá à humanidade as ferramentas para combater a tirania de Jeová. Essa visão está perfeitamente de acordo com a doutrina Luciferiana da elite, como ensinado nas sociedades secretas ocultas. 

"CHAPPiE" fornece um manual dessa mentalidade a fim de que todos, especialmente os jovens, possam entender. Principalmente, ele vende uma ideia que está sendo promovida em todos os tipos de mídia, especialmente vídeo games: Um corpo de robô é melhor do que um corpo humano.

A Premissa 

Em um futuro não muito distante de 2016, a cidade de Joanesburgo, dominada pelo crime, substituiu toda a sua força policial com robôs inteligentes programados para combater o crime. Esses robôs são incrivelmente eficazes e possuem uma enorme vantagem sobre os seus homólogos humanos: Eles não podem morrer e podem ser reparados facilmente. 

Este robô tem uma peça defeituosa substituída rapidamente e facilmente por um 
trabalhador. Você não pode substituir o braço de um policial humano facilmente, isso
 é certo. O filme muitas vezes enfatiza a durabilidade e praticidade de robôs contra
 a fragilidade dos corpos orgânicos. Fazer as massas se sentirem vulneráveis ​​em 
seus corpos e vender a superioridade de peças robóticas é um elemento
 importante da agenda transhumanista. 

Deon Wilson, o criador desses robôs policiais é amplamente elogiado por sua invenção. No entanto, ele tem um projeto mais importante em obra: Um robô com inteligência artificial tão avançada que pode aprender por si só, tem sentimentos e até mesmo escreve poemas - chamado CHAPPiE.

CHAPPiE é, no entanto, sequestrado por um casal de bandidos que querem treiná-lo para cometer crimes. Assim, segue-se um monte de aventuras hilariantes que quase não fazem sentido. No entanto, além de cenas de ação, há diálogos e símbolos que contam uma história com uma dimensão espiritual. Antes que isso aconteça, porém, o filme faz com que você ame o robô, tornando-o mais humano possível. 

Humanizando o Robô 

Embora não seja um ser vivo ou um ser humano, CHAPPiE é completamente humanizado no filme. Visto que a sua inteligência artificial precisa aprender tudo do zero, CHAPPiE começa com a encantadora inocência e ignorância de uma criança. Yolandi rapidamente se torna sua "mãe", visto que ela o trata como uma criança. Em um momento ela diz:


"Ele é tão fofo! Ele é como um bebê." 


 Ela até mesmo lê histórias antes de ele dormir.

Yolandi coloca a mão no coração de Chappie... como se ele tivesse um.

Depois de ler uma história para dormir, Yolandi diz a CHAPPiE um monte de coisas que não se aplicam a ele... porque ele é um robô. Ela parece não vê isso.


"Não é tanto como você se parece que é especial. É o que está dentro. Isso é o que o faz diferente. Entendeu, é quem você realmente é. Dentro. A tua alma.

Você vê... O exterior, isso é apenas temporário. Quando você morrer, a alma interior vai para o próximo lugar... A coisa dentro... isso é o que a mamãe ama. Mamãe te ama."


Ela então começa a abraçar o robô.

Chappie anda com um boneco representando sua mãe, fazendo com 
que o público diga "Awww o robô sabe o que é amor! Eu também o amo!"

Em um momento, vemos Yolandi andando com uma camiseta (que ela
 aparentemente fez entre tiroteios) com Chappie com um coração vermelho.
 Eles estão realmente tentando humanizar esse robô.

Agora que ficou estabelecido que todos nós amamos o robô bebê adorável, nós o vemos passar por alguns desafios difíceis. Essa é uma ótima forma de nos fazer amá-lo ainda mais. 

O pai de Chappie o deixa nas ruas para fortalecê-lo. Ele acaba sendo
 espancado por um grupo de marginais enquanto uma música dramática
 toca ao fundo. Coitado do Chappie! :(

A Luta Espiritual 

À medida que a inteligência de CHAPPiE cresce, ela enfrenta as mesmas questões existenciais humanas que existem desde o início dos tempos. Ele também é exposto a duas filosofias opostas. 

Na primeira, CHAPPiE está exposto, principalmente para aquele que o criou, Deon. Por constantemente referir-se a si mesmo como "o seu criador", o filme sugere fortemente que Deon é, para o robô, Deus - que também é referido como "o criador". 

 O ponto de vista de Chappie quando seu criador ensina a palavra "relógio". 

Sabendo-se que CHAPPiE é cercado por personagens obscuros, Deon tenta ensiná-lo os valores morais e fazer a coisa certa.


"CHAPPiE, por favor tenha respeito por mim. Eu sou seu criador. Ouça-me, eu sou seu criador. Eu trouxe-o para este mundo, certo? Isso é serio. Você não deve se envolver nas escolhas de vida dessas pessoas. Sem narcóticos, sem roubos, sem crimes. 

E você tem que prometer para mim, o seu criador, que você nunca vai fazer qualquer uma dessas coisas, tudo bem? Você não pode quebrar uma promessa."


A mamãe e o papai do CHAPPiE são, contudo, menos inclinados a retidão moral. Muito pelo contrário, o pai de Chappie está ansioso para ensinar-lhe que o mundo é um cruel, um lugar selvagem onde só os fortes sobrevivem.

 Ensinando-lhe a dura realidade da vida e fazendo-o consciente de
 sua própria mortalidade, Ninja faz Chappie ficar contra seu criador. 

Depois de testemunhar uma luta de cão, Ninja diz a CHAPPiE:


Lá fora... é difícil. Ou você é aquele cachorro [aponta para o cão que ainda está vivo] ou aquele cachorro [aponta para o cão morto]. Se você quiser sobreviver, CHAPPiE... você deve lutar. O que você vai fazer quando a bateria se esgotar?

 -Eu morro? CHAPPiE morre? 

-Deon, ele o coloca em um corpo quebrado. 

-Deon é meu criador. Não faz qualquer sentido. Ele não só me faria assim para que eu pudesse morrer. Deon me ama, papai. 

-Eu posso te dar um novo corpo, mas é preciso muito dinheiro.


Nesse diálogo curto, nós temos um pedaço importante da filosofia transhumanista e a sua tendência espiritual. Como um robô inteligente que se tornou consciente de sua mortalidade, Chappie percebe que seu criador o colocou em uma situação onde a morte é inevitável e que a única maneira de escapar dela (crimes) é proibida.

Enquanto Deon, o criador, ensina valores morais, Ninja apela para o lado materialista animalesco. Ele se compara a um cão em uma luta de cão. Do ponto de vista espiritual, ele é Satanás contra Deus.

A placa do carro de Ninja tem o 666 nele. Além de apelar para o 
estilo degradante Zef, o número 666 indica que Ninja representa 
Satanás, aquele que se opõe ao criador.

Depois de se envolver plenamente no estilo de vida gangster de Ninja, CHAPPiE encontra o seu criador novamente. Em seguida, segue-se um diálogo que também pode ser interpretado como um diálogo entre a humanidade e Deus.


-Papai me falou de você, Deon. Sobre a forma como você me fez em um corpo que vai morrer. Você é meu criador. Por que você me fez assim de um jeito que eu pudesse morrer?

-Eu não fiz você para que você pudesse morrer, CHAPPiE.

-Eu quero viver, eu quero ficar aqui com a minha mãe. Eu não quero morrer.

-Você se tornou muito mais do que eu jamais poderia ter imaginado. Como eu ia saber que você se tornaria... você? 


Neste diálogo, Deon diz que ele não poderia prever que Chappie iria se transformar em um robô tão inteligente e auto-consciente. Esse é um reflexo da filosofia transhumanista que acredita que a humanidade atingiu um nível de inteligência que supera o resto da criação e que Deus está injustamente limitando o seu potencial, colocando-o em um mundo físico onde está condenado a morrer. Acreditando que eles podem transcender esse estado mortal para se tornarem deuses, os transhumanos buscam tecnologia feita pelo homem para alcançar nada menos do que a imortalidade - o objetivo final da maioria das religiões (que geralmente se refere a imortalidade espiritual). 

 O programa no núcleo de CHAPPiE é chamado genesis.dat. É 
mais uma outra referência sutil ao tema bíblico subjacente do filme. 

Enquanto CHAPPiE procura escapar de seu corpo para escapar da morte inevitável (sua bateria esgotando-se) Deon continua dizendo-lhe que é impossível e que ele deveria aceitar simplesmente o seu destino. CHAPPiE está contudo convencido de que ele pode adquirir o conhecimento necessário para alcançar seu objetivo, rejeitando efetivamente as advertências de seu criador.


-O problema é maior do que a sua bateria. Porque você está consciente. Você não pode ser copiado porque você não é dados. Nós não sabemos o que é a consciência... não podemos movê-la. 

-CHAPPiE consegue entender. Eu posso saber o que é, então eu posso me mover. 

-Você não pode movê-la, desculpe-me. 

-Você me disse que não deveria deixar ninguém dizer que eu não posso fazer algo. Papai diz que ele pode me dar um corpo por dinheiro. Eu te odeio... vá embora. 


Esta caixa de diálogo representa a rejeição transhumanista da crença de que "brincar de Deus" é errado. Transumanistas têm fé total  na ciência e na tecnologia para alcançar a imortalidade. 

Há, porém, um obstáculo principal na busca de CHAPPiE: Vincent Moore, um idiota... que também é cristão. 

 O Cristão Malvado 

 Como Deon, Vincent Moore projeta robôs na empresa Tetravaal. Seu robô é mais terrível. 

Vincent Moore, inimigo de Chappie usa um pingente de cruz, indican-
do que ele é cristão. Atrás dele está o policial robô que ele criou, o Moose.

Embora não fique imediatamente óbvio, o filme deixa pistas suficientes para indicar que Moore é um cristão convicto. Por exemplo, ele diz a Deon que eles devem ir juntos à igreja (depois de ameaçá-lo com uma arma). Mais tarde, quando ele ouve CHAPPiE falando sobre viver para sempre, vemos Moore fazendo o sinal da cruz. Ele então começa a chamar CHAPPiE de um "maluco sem Deus". Visto que CHAPPiE torna-se cada vez mais auto-consciente, Vincent, se transforma no "cara malvado" do filme e continua mexendo com CHAPPiE e seu criador. 

Embora Deon tenha criado policiais robôs inteligentes autônomos que são utilizados pela força policial de Joanesburgo, o robô de Vincent é uma máquina grande, muda e ineficaz que não pode pensar por si. Na verdade, ele precisa de um ser humano para dizer-lhe o que fazer. É o Moose uma intenção de representar os cristãos, que não podem pensar por si mesmos? 

Vincent controla seu robô usando computadores.

Uma coisa é certa, Vincent odeia CHAPPiE e tudo que ele representa. Em um momento, ele o sequestra e o machuca muito. 

Vincent corta um dos membros do CHAPPiE porque ele não gosta dele. Embora 
ele basicamente serra uma parte do robô feito de titânio, o filme transforma a cena 
em um crime horrível, completo com os gritos de CHAPPiE como se fosse uma
 criança pedindo por misericórdia. Isso faz com que os espectadores 
digam: "Coitadinho de CHAPPiE:( Eu odeio esse Vincent!" 

Vincent diz a CHAPPiE:


"Você sabe aquele programa AI simples que faz com que você ache que é real. Quer saber? Você não é. Só um monte de fios." 


Ele tem razão. Mas, uma vez que ele é o cara malvado, os telespectadores acreditam que ele está errado. Além disso, como o vilão, Vincent faz uma outras coisas horríveis: Ele faz com que toda a cidade fique em caos ao desligar todos os robôs policiais de Joanesburgo. Ele então usa seu robô Moose para matar a mãe de CHAPPiE.

CHAPPiE então fica muito nervoso. Ele encontra Vicente e bate muito nele. 

 Visto que ele não é um robô, Vincent não pode 
facilmente recuperar-se da surra que ele recebeu

No final, praticamente todos em torno de CHAPPiE ficam gravemente feridos por Moose. Qual é a resposta para salvar todos esses seres humanos frágeis? Transformando-os em robôs, é claro. 

Robotizando Humanos

Depois de humanizar o robô para torná-lo compreensível e "adorável", o filme então começa a robotizar seres humanos. Na verdade, as pessoas mais próximas a CHAPPiE, seu criador e sua mãe, estão enfrentando a morte, pois eles foram baleados.

Apesar de ser o criador de Chappie, Deon ainda é um ser humano. 
Ele é, portanto, frágil e mortal, em comparação com os nossos robôs. 

A mãe de Chappie recebeu vários tiros do Moose e morreu. Ela 
está aqui sendo colocada para descansar... mas não por muito tempo. 

Felizmente para eles, CHAPPiE descobriu como salvar toda a consciência de uma pessoa em um único arquivo e ele descobriu como fazer o upload para corpo do robô. Em suma, ele encontrou uma maneira de deixar os seres humanos e robôs inteligentes imortais. CHAPPiE é, portanto, o salvador da humanidade... e dos robôs. 

Depois de sua consciência ser transferida para um
 corpo robótico, Deon toca o corpo humano morto.

Adeus corpo humano fraco, olá corpo de robô de titânio. Visto que CHAPPiE salvou a consciência de sua mãe em uma unidade USB, ele também pode trazê-la de volta dos mortos. Ela foi, portanto, ressuscitada... como Jesus.

 O filme termina com Yolandi, mãe de CHAPPiE, tendo um corpo
 fabricado a sua semelhança. Ela ressurgiu.... como um robô. 

Conclusão

Após a compreensão da corrente filosófica do filme, "CHAPPiE" torna-se menos de um produto de entretenimento e mais de um infomercial para o transhumanismo. Por trás das cenas de ações estão argumentos que defendem o transumanismo como a única maneira de alcançar a salvação humana.
  
Visto que o transumanismo é sobre a fusão dos seres humanos com robôs, o filme borra a linha entre o que faz um ser humano humano e o que faz um robô robô. Primeiro, CHAPPiE é completamente humanizado - ele é mostrado crescendo a partir da inocência infantil até o estado de gênio que salva a humanidade. Ele também adora sua mãe muito. O filme ainda toca em questões tais como: são robôs inteligentes "reais"? Será que eles têm direitos? E assim por diante. 

Então, depois de exibir completamente a fragilidade do corpo humano, o filme prossegue para descrever a robotização do ser humano como a forma de alcançar a imortalidade. Como visto acima, essa robotização foi alcançada após um período de tribulação entre CHAPPiE e seu criador, que pode ser interpretada como um período de tribulação entre a humanidade e Deus. De fato, através da rebelião de CHAPPiE contra seu criador para se tornar imortal (e para tornar-se ele próprio um criador), o filme descreve a rebelião do transhumanismo contra religiões que consideram as criações de Deus perfeitas e inalteráveis. Para transhumanistas, Deus deixou o homem em um corpo imperfeito para viver em um mundo físico perigoso. E isso precisa ser corrigido. Como Max More declarou:


"Não há mais deuses, não mais fé, não mais timidez. Vamos explodir de nossas velhas formas, nossa ignorância, nossa fraqueza e nossa mortalidade. O futuro pertence à pós-humanidade". 

- Max More, On becoming posthuman


Embora a retórica transhumanista vá contra as religiões, no entanto, ela exige que você tenha fé cega na ciência e na tecnologia para salvar a humanidade e alcançar a imortalidade. E "CHAPPiE" é um dos seus muitos livros sagrados.

Fonte: VC

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Filme "Kingsman: Serviço Secreto" ou Como Vender a Elite Oculta aos Jovens

domingo, 23 de agosto de 2015 22 comentários

"Kingsman: Serviço Secreto" é um filme de espionagem com ação, comédia, e um pouco de sangue. Mais importante, ele é cheio de simbolismo e mensagens que promovem a filosofia da elite oculta e sua Agenda para o futuro.

Aviso: Spoilers gigantes à frente!

"Kingsman: Serviço Secreto" é uma versão moderna daqueles filmes de espionagem clássicos que mostram ingleses espertos salvando o mundo. Como a maioria dos filmes de espionagem, "Kingsman" conta uma história complicada que está ocorrendo em nível internacional, com uma alta política e aparelhos de alta tecnologia. Ao contrário dos filmes de James Bond, no entanto, "Kingsman" tem uma abordagem mais jovem, "urbana", a fim de chegar a esse público crítico. O principal protagonista, chamado Eggsy, é de fato um jovem londrino de um bairro violento, frequentador de bares, um personagem durão com quem as gerações mais jovens podem se identificar, exatamente o público que a elite oculta está procurando moldar e influenciar. E, por trás de toda essa aparelhagem e ternos e gravatas, o filme sutilmente comunica uma enxurrada de mensagens para sua audiência, efetivamente descrevendo a filosofia da elite, seu modus operandi e sua Agenda a longo prazo. Claro, tudo é embalado em um pacote de espionagem sexy com muita violência para fazer todas essas coisas facilmente digeríveis para os telespectadores.

Do início ao fim, "Kingsman" salta de uma mensagem de propaganda para outra, culminando em nada menos que uma enorme "limpeza" da população mundial, um genocídio gigantesco que iria matar todo mundo, exceto uma pequena elite escolhida. Se você leu outros artigos neste site, você sabe que essa é história favorita da elite oculta para as massas.

Desde o início, o filme entra em um território de propaganda de guerra, pois vemos dois árabes sendo mortos por um helicóptero.

O filme começa com helicópteros militares de alta tecnologia matando dois
 homens árabes. Por quê? Não importa. Eles são árabes e por isso, provavelmente,
 não são bons. Seus gritos de dor são misturados com a música de fundo "da hora".

Os EUA, a Grã-Bretanha e outras nações ocidentais estiveram envolvidas em várias guerras ao redor do Oriente Médio nos últimos anos. Para se certificar que o apoio do público para essas guerras continue, filmes continuam promovendo o conceito de que matar árabes é legal.

Vemos, então, uma imagem de um palácio do Oriente Médio sendo atacado
 por helicópteros. Quando os destroços e a fumaça se aproximam em direção à 
câmera, eles se transformam no nome da empresa de produção que produziu fil-
me. É uma forma simbólica de dizer que, a partir das ruínas e exploração das civi-
lizações mais fracas, a elite oculta (e suas empresas de mídia) ganha mais poder.

Dentro do palácio, três Kingsman executam um árabe. Por quê?
 Não importa, ele é árabe então ele provavelmente fez algo ruim.

O resto do filme não tem nada a ver com o Oriente Médio. Era apenas uma introdução ao mundo da propaganda que você está prestes a testemunhar.

O enredo gira em torno de um "eco-terrorista" poderoso e extremamente rico chamado Valentine Richmond (interpretado por Samuel Jackson), que está procurando reduzir drasticamente a população mundial usando microchips embutidos em telefones celulares. O herói do filme, no final, salva o mundo, mas, por meio da ação e explosões, uma mensagem clara é enviada: Kingsman e Richmond Valentine são dois lados da mesma clã - a elite oculta. Kingsman, com seus agentes elegantes e sua sabedoria medieval, representa o lado mítico da elite oculta, uma fachada de ficção e heroica que entretém as massas ao inspirar admiração e respeito. Richmond Valentine é o lado verdadeiro, feio e mal da elite, visto que ele trabalha ativamente com as pessoas mais poderosas do mundo para abusar, enganar e aniquilar a maior parte da raça humana - que é considerada um vírus que está matando a Terra. Embora Kingsman e Valentine sejam retratados como inimigos no filme, há ligações suficientes entre os dois lados para entender que eles são duas faces da mesma moeda.

Vamos primeiro analisar como Kingsman é uma versão romantizada das linhagens sanguíneas da elite oculta.

Kingsman: Como a Elite quer que Você os Perceba

Apenas ao dissecarmos o nome do serviço secreto, entendemos que Kingsman são os homens do rei. Eles existem para proteger os interesses da realeza do mundo, as linhagens de elite que estiveram no poder por séculos. O nome "Kingsman" é retirado da lenda do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, um mito antigo que ainda captura imaginações hoje. No entanto, a maioria das pessoas não percebe que os círculos ocultistas atribuem um significado esotérico para a história do rei Arthur, visto que seu simbolismo reflete o pensamento das sociedades secretas.


"Na personalidade de Arthur encontra-se uma nova forma do mito cósmico sempre recorrente. O príncipe da Grã-Bretanha é o sol, seus cavaleiros são o zodíaco, e sua espada intermitente pode ser o raio do sol com o qual ele luta e vence os dragões da escuridão ou pode representar o eixo da Terra. A Tábula Redonda de Artur é o universo; o Assento Perigoso, o trono do homem perfeito. Em seu sentido terrestre, Arthur foi o Grão-Mestre de uma fraternidade cristã-maçônica secreta dos místicos filosóficos que se denominou Cavaleiros. Arthur recebeu a exaltada posição de Grão-Mestre desses cavaleiros, porque ele tinha realizado fielmente a retirada da espada (espírito) da bigorna de metais comuns (sua natureza inferior). Como sempre acontece, o Arthur histórico logo estava confuso com as alegorias e mitos de sua ordem até agora os dois são inseparáveis. Depois da morte de Arthur no campo de Kamblan seus Mistérios cessaram e esotericamente ele foi levado para longe em uma barca negra, como é tão bem descrito por Tennyson em sua Morte d'Arthur. A grande espada Excalibur também foi lançada de volta para as águas da eternidade - tudo isso é um retrato vívido da descida da noite cósmica no final do Dia da Manifestação Universal. O corpo do Arthur histórico foi provavelmente enterrado na abadia de Glastonbury, um edifício estreitamente identificado com os rituais místicos, tanto do Graal quanto do Ciclo de Arturiano.

Os Rosacruzes medievais estavam, sem dúvida, na posse do verdadeiro segredo do ciclo do rei Artur e da lenda do Graal, muito de seu simbolismo tendo sido incorporado nessa ordem."

- Manly P. Hall, Os Ensinamentos Secretos de Todas as Idades


Em "Kingsman", o líder é, naturalmente, chamado de Arthur, e Eggsy, o jovem herói, aspira a se tornar o novo Lancelot.

Em um ponto, o agente Galahad, o mentor de Eggy, explica as origens da Kingsman, uma história que remete diretamente às linhagens de elite. A princípio, ele afirma que os Kingsman começaram como alfaiates para a elite.


"Desde 1849, os alfaiates Kingsman têm vestido os indivíduos mais poderosos do mundo."


A sede londrina da Kingsman é uma loja de alfaiate elegante.

O fato de Kingsman ter começado como alfaiates é extremamente simbólico. Por vestir as pessoas mais poderosas do mundo, eles simbolicamente estão colocando vestes nobres e belas na elite, como uma forma eficaz de "escondê-la" e disfarçá-la em algo bonito. No filme, Kingsman glorifica as linhagens de elite e sua filosofia ao "vesti-los" de agentes de espionagem heroicos.

Galahad, em seguida, explica como a partir dos alfaiates, Kingsman tornou-se um atuante poderoso no cenário internacional.


"Em 1919, um grande número de indivíduos poderosos haviam perdido seus herdeiros na Primeira Guerra Mundial. Isso significava um monte de dinheiro que não seria herdado. E um monte de homens poderosos com o desejo de preservar a paz e proteger a vida.

Nossos fundadores perceberam que poderiam canalizar aquela riqueza e influência para o bem maior. E assim começou nossa outra empresa: Uma agência de inteligência internacional independente que opera no mais alto nível de discrição, acima da política e da burocracia que prejudiquem a integridade das organizações administradas pelo governo".


Essa história das origens não poderia descrever melhor a elite oculta. Apoiado pela incrível fortuna de algumas famílias de elite, Kingsman opera em um nível que está "acima" do governo democraticamente eleito, e age em total sigilo (você vai notar que, durante todo o filme, não há absolutamente nenhum respeito por governos democráticos). Assim como a elite oculta que decide as políticas mundiais em reuniões secretas, como a Comissão Trilateral e a conferência de Bilderberg, Kingsman opera nesse nível acima do governo. Se Kingsman tivesse evoluído no "mundo real", os seus principais contribuintes seriam muito provavelmente os Rothschillds, Rockerfellers e Duponts, linhagens de extrema riqueza que moldaram o mundo usando um nível de poder que vai muito além dos governos nacionais e partidos políticos.

O conceito de "linhagem" é extremamente importante para a Kingsman. Quando Arthur discute a morte de um agente Kingsman com Galahad, ele diz:


"Mas ele não era exatamente um de nós, não é?"


Isso implica que o Kingsman que morreu era um "estranho" e não um descendente da linhagem "privilegiada" que compõe o Kingsman. É por isso que esses agentes parecem ter poderes especiais?

Mesmo se Eggsy viesse de um bairro pobre, seu pai sendo parte da linhagem significa que ele é parte da linhagem também. Ele, portanto, não tem que viver como os outros pobres em seu bairro - ele é um privilegiado.

Quando criança, Eggsy é dado o pingente 
Kingsman porque ele é "um deles".

Quando Eggsy é preso por roubar um carro, ele chama o número secreto em 
seu pingente e fornece a senha secreta que foi dada a ele por Galahad. Pouco
 depois, Eggsy é liberado da polícia e Galahad o parabeniza pessoalmente fora 
da delegacia. Ser parte da linhagem significa que você está acima da lei.

A principio, Eggsy não se identifica com o comportamento sofisticado de Galahad, que está em oposição a sua educação áspera. Eggsy está acostumado a viver em bares e entrar em brigas com vagabundos que são mais incivilizados do que animais selvagens. Retratar as massas como um rebanho selvagem estúpido enquanto retratam a elite como pessoas de classe é uma maneira clássica de a indústria do cinema celebrar a elite.

Quando um londrino ameaça Eggsy dentro de um bar, Galahad se levanta e bate
 em todo mundo lá usando aparelhos de alta tecnologia. Linhagem = bom. Pessoas 
comuns = ruim. Durante os créditos finais, vemos Eggsy (que posteriormente se
 tornou um cavalheiro de pleno direito) bater nas mesmas pessoas de novo,
 no mesmo bar. Ele tornou-se parte deles.

Antes da luta no bar, Galahad diz a Eggsy:


"A falta de uma colher de prata tem o colocado em caminho certo, mas você não precisa permanecer nele. Se você está preparado para se adaptar e aprender, você pode transformar."


Em outras palavras, Eggsy, que cresceu na pobreza, tem a sorte de fazer parte da linhagem que lhe dá a oportunidade de "subir" a um nível de elite. Ele deve, contudo, "se transformar" e ser iniciado na elite. Como em sociedades secretas ocultistas, a iniciação à Kingsman envolve um juramento de segredo, sob pena de morte. Na verdade, os recrutas Kingsman são dados um saco de guardar cadáveres para representar simbolicamente o seu destino, se quebrarem seu juramento.

O treinamento dos recrutas foi filmado em Wrotham Park - uma mansão gigantesca que foi construída em 1754.

O fato de os Kingsman treinarem em Wrotham Park, que é
 o tipo de casa de campo construída pela elite para a elite, reforça
 ainda mais com quem eles estão conectados.

A mansão Wrotham Park foi desenhada por Isaac Ware, um arquiteto inglês de renome e um maçom. Ele é creditado ter trazido a arquitetura palladianista à Inglaterra, inspirado pelas obras do arquiteto italiano Andrea Palladio, um dos favoritos da elite oculta.


O culto da razão e admiração pelas leis da geometria dos maçons encontrou sua expressão, bem como a realização, na arquitetura italiana do final do Renascentismo, com as obras de Andrea Palladio (1508-1580). Os maçons ingleses desempenharam um papel significativo na popularização de seu culto. Foi graças aos membros da Grande Loja de Londres que o estilo de Palladio se tornou dominante na Inglaterra e, mais tarde, também nos Estados Unidos.

- Mikołaj Glinski, The True Face of Freemasonry


Em um ponto durante o filme, vemos uma imagem da parte superior da mansão 
que mostra proeminentemente Poseidon segurando seu tridente. Um grande número
 de construções e monumentos construídos no século 18 e 19 pela elite oculta mostra
 Poseidon - talvez porque ele era o rei de Atlantis - a ilha afundada a partir da
 qual acredita-se que os mistérios ocultos tenham se originado.

Eggsy é levado para a mansão através de um túnel subterrâneo secreto e descobre que debaixo daquele edifício há recursos incríveis escondidos.

Você não pode obter todas essas coisas se você 
não tem o doce dinheiro dos Rothschilds.

Durante seu treinamento, Eggsy também descobre que a elite não usa a mídia para revelar - mas para esconder.

Atrás de Gallahad estão as capas de jornais do dia depois que ele
 realizou algo importante para Kingsman. Nenhuma delas o mencionou e
 todas elas são sobre notícias sensacionalistas inúteis. A mídia é usada para 
distrair as massas, enquanto elas são mantidas no escuro da verdade.

Não diferente de rituais de iniciação da elite oculta, há um preço importante a se pagar para entrar nesse círculo rarefeito.

Para completar sua iniciação como um Kingsman, eles mandam Eggsy 
atirar no cão que ele foi dado para ele cuidar desde que era um filhote.

Sacrifício de sangue, que envolve a morte de um ente querido para provar a sua lealdade, é o preço final a pagar para entrar na elite oculta. Eggsy não chega a fazer isso, provavelmente porque a cena deixaria os telespectadores indignados (ao contrário de matar árabes). Mas o conceito está ali.

Kingsman encarna o lado mítico da elite oculta, envolto em sabedoria antiga. Da mesma forma que alfaiates vestem seus clientes com tecidos exuberantes, Kingsman veste a elite com heroísmo. No entanto, eles, em seguida, se enfrentam com o outro lado da elite, o lado feio, sujo, mal, sádico, violento, manipulador e sedento de poder que controla a política mundial e percebe as massas como um rebanho selvagem. Esse lado é personificado pelo vilão Richmond Valentine, cuja agenda  nefasta combina perfeitamente com Agenda da elite oculta.

Richmond Valentine - O Verdadeiro Lado da Elite

Simplificando, Valentine é um agente conduzindo a Agenda da elite e o bode expiatório sobre o qual as pessoas podem sempre jogar a culpar por tudo. Por essa razão, ele é exatamente o oposto do lado mítico da elite retratada por Kingsman. Ele é um negro-americano que se veste com roupa urbana, que é meio covarde e, ainda por cima, fala com a língua presa. Enquanto Kingsman olha para o passado com referências e tradições do rei Artur, Valentine é todo sobre o futuro. Ele é sobre a agenda de hoje da elite, sobre o uso de meios de comunicação e tecnologia para realizar seus planos.

A assistente de Valentine Gazelle tem próteses de pernas laminadas - 
o símbolo do transhumanismo. Como foi dito várias vezes neste site, promover 
o transumanismo é uma parte importante da agenda da elite. Para se certificar
 de que você entendeu, Gazelle usa suas pernas especiais para, literalmente,
 cortar um Kingsman ao meio, provando que um ser humano "aumentado" 
é superior a um ser humano normal.

Ao contrário do sigilo da elite oculta, Valentine é totalmente sobre a mídia e constantemente mostra seu rosto no mundo da política, entretenimento e tecnologia.

Richmond está ao vivo na Sky News para promover um filme sobre 
sua ascensão ao poder. Você não poderia estar mais na mídia de massa.

Mesmo quando ele aparentemente representa o oposto exato da elite oculta, ele, no entanto, leva a cabo o seu plano. Seu principal objetivo: matar todo mundo na terra, exceto alguns poucos escolhidos. Não ao contrário do que a elite está fazendo agora, ele justifica o despovoamento maciço usando argumentos ecológicos, como o aquecimento global.


"Quando você recebe um vírus, você tem febre. Esse é o corpo humano aumentando sua temperatura interna para matar o vírus. O planeta Terra funciona da mesma maneira. O aquecimento global é a febre. A humanidade é o vírus. Estamos fazendo o nosso planeta doente. Um sacrifício é a nossa única esperança. Se nós mesmos não reduzirmos a nossa população, só há uma de duas maneiras que isso pode continuar. O hospedeiro mata o vírus ou o vírus mata o hospedeiro. De qualquer maneira... o resultado é o mesmo. O vírus morre. Às vezes, um abate é a única forma de assegurar que a espécie sobreviva.

Eu estou convidando você a ser uma parte de um mundo novo."


Observe que Richmond usa a palavra "sacrifício" para descrever seu plano, que é definido como: "abate seletivo de animais selvagens". Na criação de animais, abate é "o processo de remover ou segregar os animais de um plantel com base em critérios específicos. Isso é feito, quer para reforçar ou exagerar características desejáveis, ou para remover características indesejáveis ​​do grupo."

"Abate", portanto, descreve precisamente a mentalidade da elite: Eles vêem as massas como uma raça de animais selvagens que ficou fora de controle e que precisa ser derrubada e abatida de forma seletiva. Adivinha quem vai ser "selecionado" para sobreviver? Não é você!

Valentine mantém uma lista das pessoas que ele quer salvar, man-
tendo-os seguros em sua base remota enquanto o mundo desmorona.
 Observe que a lista é mais sobre títulos do que nomes.

Valentine está procurando reduzir a população mundial através da inserção de microchips controladores de mente dentro de celulares. Ao toque de um botão, o chip faz com que as pessoas percam as estribeiras e comecem a matar uns aos outros.

Para certificar-se que seus microchips estão espalhados ao redor do mundo, 
Valentine oferece um telefone gratuito (com um chip) para todos. Naturalmente,
 as pessoas fazem fila nas lojas para obtê-lo grátis.

Como um agente da elite, os planos de Valentine operam em um nível bem acima do governo nacional. Em um ponto, nós até mesmo o vemos na Casa Branca falando com o presidente Obama.

Richmond diz ao presidente para "abrir a p**** do ouvido". 
A elite não tem respeito por governantes, eles são seus fantoches.

Logo depois dessa cena na Casa Branca, vemos uma interessante transição de quadro que carrega um significado simbólico pesado:

Logo após Richmond dar ordens para o presidente dos Estados Unidos, vemos
 uma imagem da Casa Branca. Em seguida, a imagem da câmera desce fazendo uma 
transição com uma imagem dos vasos sanitários na sede da Kingsman, bem no momento 
que um cara está prestes a fazer o número dois. É uma imagem sutil, mas forte, descre-
vendo como a elite literalmente "defeca" em cima dos "governos democráticos".

A elite não só "defeca" sobre os governos, ela defeca sobre as religiões, mas isso é porque, em seu "novo mundo" haveria apenas uma religião mundial. Uma cena do filme resume todo o plano de elite para as religiões.

A  Igreja South Glade Mission com uma mensagem som-
bria [a América está ferrada]... ou é um aviso da elite?

No filme, a Igreja South Glade Mission é um grupo de ódio baseado em Kentucky, que Valentine usa para seus próprios propósitos nefastos. Vemos, então, um pregador com cabelo oleoso falando sobre tudo, menos Jesus.


"Nosso governo imundo permite a sodomia, o divórcio, o aborto. E, contudo, ainda há dúvida que essa é a obra do anticristo! Você não tem que ser um judeu, um negro, uma prostituta ou um ateu, um apregoador da evolução e amante da ciência...".


Os cineastas criaram um pregador tão terrível e ofensivo quanto o possível para fazer os espectadores odiá-lo e, por conseguinte, odiar cristãos em geral. Galahad, que foi enviado a essa igreja, não concorda com o que ele está ouvindo e se levanta. Ele, então, diz a uma mulher:


"Eu sou um puto católico que está curtindo ter relações sexuais extraconjugais com meu namorado negro judeu que trabalha numa clínica militar de aborto... Então viva satã e tenha uma ótima tarde, senhora".


Então Galahad prossegue para matar todas as pessoas naquela igreja, em uma longa cena extremamente sangrenta, e um rock da hora como fundo musical.

Galahad na igreja rodeado por todas as pessoas que 
ele matou. Esta foi uma grande cena de orgia Illuminati.

Embora a violência tenha sido racionalizada pelo fato de que Galahad estava sob a influência do chip de Valentim, o filme, no entanto, coloca algo muito específico na tela: Um dos heróis do filme diz "Viva Satanás" e, em seguida, mata cada pessoa dentro de uma igreja. Isso é o que a elite quer que vejamos e absorvemos.

Richmond finalmente consegue reunir seus convidados de elite em um local secreto subterrâneo onde todos eles relaxam e tomam drinques enquanto o mundo desmorona.

Os "seletos" aguardam a contagem regressiva 
para comemorar a morte de milhões de pessoas.

Valentine, em seguida, faz um discurso para seu convidado que reflete o estado de espírito da elite oculta:


"Eu só quero lembrar que hoje é um dia de celebração. Devemos pôr de lado todos os pensamentos de morte e se concentrar no nascimento. O nascimento de uma nova era. Não devemos ficar de luto por aqueles que morrem hoje. Devemos honrar seu sacrifício e seu papel em salvar a raça humana.  Devemos pôr de lado a dúvida e a culpa. 

Vocês são o povo escolhido. Quando as pessoas contam a seus filhos a história da Arca de Noé, Noé é o vilão? Não! Deus é o vilão? Não!"


Observe como Richmond refere-se a Arca de Noé para descrever o que está acontecendo. Como afirmei em vários outros artigos, a elite ama a história da Arca de Noé, como também se refere a uma "limpeza" da humanidade (veja os artigos sobre os filmes de 2012, Noé, etc.). Valentine também está comparando-se a Deus, porque ele começou a segunda "limpeza".

Richmond, em seguida, ativa o interruptor. Vemos, então, uma imagem de pessoas regulares andando com seus telefones, tirando selfies e twittando (aquilo que as crianças fazem hoje em dia). Elas rapidamente se transformam em animais.

Os microchips dentro dos telefones fazem com que as pessoas percam
 suas mentes e comecem a matar uns aos outros ao redor do mundo.

Felizmente, Eggsy coloca um terno, penteia seu cabelo e mata todo mundo no covil de Valentine para salvar o mundo.

No final, os "mocinhos" ganham, mas... eles estão do mesmo lado que os vilãos. Embora o plano de Valentine tenha falhado, UM MONTE DE PESSOAS ainda morreu em todo o mundo. Ninguém no entanto parece se importar. Eggsy ainda pega um pouco de champanhe e tem sexo de celebração com a Rainha da Dinamarca... simbolizando a reprodução da elite com si mesma.

Conclusão

Para um filme de espionagem cômico que não leva muito a sério a si mesmo, "Kingsman: Serviço Secreto" é, no entanto, simbolicamente pesado e carregado com várias camadas de mensagens. O filme resume tudo o que a elite oculta é como uma vitrine para a aura mítica que tem sido cultivada durante anos, ao mesmo tempo, revelando os planos mais obscuros da elite através de um vilão hip-hop.

No final, o filme é um curso da "Elite", uma exposição de tudo o que eles querem que os espectadores absorvam. Embora os planos da elite sejam incorporados pelo vilão no filme, eles estão, no entanto, lá para o espectador ver e internalizar. Assim, quando você acredita que está sendo entretido, você também está recebendo uma boa dose de programação preditiva, o que contribui para moldar suas atitudes e opiniões para questões específicas. O que mais você poderia esperar dos homens do rei [kingsman]?

Fonte: VC

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"Starry Eyes": Um Filme Sobre a Elite Oculta de Hollywood - E como Ela Realmente trabalha

sábado, 28 de março de 2015 32 comentários

"Starry Eyes" é um filme de terror sobre uma atriz que se mete com a elite de Hollywood. Através da metamorfose da personagem principal, o filme descreve como o mundo do entretenimento realmente funciona: via rituais, sacrifícios de sangue e iniciação oculta.

Aviso: Este artigo trata de assuntos que podem ser perturbadoras para alguns. Além disso, spoilers colossais à frente!

"Starry Eyes" é um filme de terror típico: assustador, sangrento e repugnante. Mas a parte mais perturbadora do filme não é o sangue e a violência: É o fato de que há verdade, uma verdade obscura que muitos de nós preferimos ignorar. O filme coloca tudo lá, no entanto, bem na nossa cara, à medida que ele descreve graficamente todas as implicações terríveis. "Starry Eyes" coloca na tela o lado escuro e depravado da indústria do entretenimento e as motivações doentias das pessoas que a regem. Ele expõe os espectadores à obsessão da elite com a exploração sexual, os sacrifícios de sangue e rituais satânicos enquanto eles deitam na riqueza e admiração social.

Enquanto muitos veem "Starry Eyes" como um filme puramente ficcional comentando sobre o desespero de artistas sedentos, aqueles que estão "cientes do que acontece" percebem que uma grande parte desse terror é baseado em fatos. O filme descreve com bastante precisão o processo do que acontece nos níveis mais altos da indústria do entretenimento, onde abuso, exploração, controle mental, rituais de ocultismo e sacrifícios de sangue transformam aspirantes a artistas em fantoches traumatizados. Vamos analisar "Starry Eyes" e ver como ele retrata a indústria do cinema.

Uma Garçonete Cansada de Atender

Sarah Walker é uma típica atriz trabalhadora que vive em Los Angeles e quer se tornar uma grande estrela de Hollywood. A fim de pagar as contas, ela atende em um restaurante local - um trabalho que ela claramente odeia.

  Sarah trabalha no Big Taters, um restaurante ruim, onde as garçonetes
 vestem uniformes feios e cantam canções estúpidas para os clientes.
 
Para a decepção de seu chefe, Sarah não é focado em seu trabalho, mas fica constantemente em seu telefone à procura de retornos de ligação de empresas de produção. Em casa, Sarah encontra uma intrigante chamada online para elenco.

  O casting é para um filme chamado The Silver Scream. Durante todo o filme,
 a empresa de produção insiste que a atriz seja o "seu verdadeiro eu". Cego pela 
ambição e pronto para fazer qualquer coisa para se tornar uma estrela, "seu 
verdadeiro eu" é bastante feio... e ele se tornará mais feio ainda.
 
No teste, as atrizes aspirantes que tentam entrar no papel principal, todas são tratadas como lixo, e a maioria delas sai em lágrimas. Embora ela tenha dado seu tudo, Sarah também não consegue impressionar os entrevistadores que a fazem sentir-se como uma ninguém sem talento. Sarah então corre para o banheiro mais próximo onde ela se debruça em lágrimas.

 Toda vez que Sarah não consegue algo, ela puxa um punhado de cabelo de seu 
couro cabeludo. O cabelo de Sarah vai se tornar, ao avançar do filme, um símbolo 
de sua transformação de uma garota normal a um fantoche sem alma da indústria.

Quando ela sai do banheiro, Sarah é atendida por um dos entrevistadores que ficou impressionado com essa demonstração perturbadora de raiva e auto-mutilação. Ela é trazida de volta para a sala do teste - mas ela não é solicitada a falar nada. Eles apenas querem vê-la ter aquele ataque violento novamente. Embora Sarah fique relutante em puxar seu cabelo apenas para que estranhos contemplem, eles dizem para ela: "Você tem a minha atenção" e é lembrada sobre o fato de que um milhão de outras meninas poderiam facilmente tomar o lugar dela. Durante todo o filme, Sarah é constantemente lembrada de que um milhão de meninas estão esperando na fila para tomar seu lugar e que qualquer atenção por parte dos produtores todo-poderosos, não importa o quão estranhos ou degradantes sejam seus pedidos, é um privilégio raro. Portanto, os entrevistadores só querem vê-la puxar seu cabelo, e nada mais. Então Sarah faz.

 Sarah puxa seu cabelo para os entrevistadores. A empresa de produção não
 está interessada em talento - eles querem encontrar alguém que tenha "algo" 
especial dentro - aquele desespero que pode ser explorado no futuro.

O teste rapidamente deixa de ser sobre um papel em um filme, e se transforma em um espetáculo de extrema degradação e submissão, um prelúdio para a provação que ela deve se submeter para ser um iniciado da elite oculta. Embora o teste termine com ela tendo convulsão no chão sob os olhos frios dos entrevistadores, Sarah deixa o edifício se sentindo feliz: Ela chamou a atenção da empresa. Ela recebe uma ligação de retorno e o processo de transformação começa verdadeiramente.

O Segundo Teste

Embora ela seja tratada com total desprezo pela produtora, Sarah está animada para ter um segundo teste. Ela é informada de que a única razão pela qual ela tenha recebido um segundo teste foi por causa de sua exibição em que puxa o cabelo - e nada mais. Mais uma vez, eles estão enfatizando o fato de que não se trata de talento, mas o que ela está disposta a fazer para ser uma estrela.

  No segundo teste, as coisas são muito diferentes. Ela entra 
em um quarto escuro com uma luz apontada para ela.

No segundo teste, Sarah usa um vestido de cor pálida, que simboliza o seu estado de pureza/inocência. Vamos ver mais tarde que o filme segue o mesmo código de cor que vemos em outros vídeos de música e filmes analisados ​​no KIP: O branco (ou uma cor pálida) simboliza a pureza/inocência, vermelho representa transformação/sacrifício, e preto a iniciação. Inúmeros artistas têm aparecido em vídeos que contam simbolicamente a narrativa "boa menina se tornou má" e todos eles passam por essa sucessão de cores. "Starry Eyes" é um pouco de um olhar nos bastidores do que realmente acontece durante essa metamorfose.

Quando Sarah entra no quarto escuro no segundo teste, ela é imediatamente dita para se despir - embora o papel não exija nudez. Mais uma vez, não é sobre o papel, é sobre algo muito além disso. Trata-se de levar uma garota para o lado negro.

 Eles dizem para ela:


"Deixe suas inibições irem embora. Se você não conseguir se soltar totalmente, como você algum dia poderá se transformar em algo mais?"


A luz, em seguida, começa a piscar e Sarah parece passar por um processo semelhante ao controle mental e a possessão demoníaca. Cada vez que a luz pisca, vemos Sarah ou fazendo uma cara demoníaca ou fazendo cara de sensação de prazer físico.

 Durante uma fração de segundo, vemos essa coisa aparecer na tela
 enquanto a luz pisca. Mais tarde iremos ver esses misteriosos homens
 encapuzados nos rituais de ocultismo da empresa de produção.

No final do processo, Sarah aparece completamente consumida. Ela então percebe o pingente usado por um dos entrevistadores.

 O entrevistador usa um pentagrama com uma linha passando por ele.

Em suma, isso não foi um teste, foi uma sessão de controle mental hipnótica misturada com um ritual oculto. Bem-vindo à Astraeus Pictures.

Astraeus Pictures

Quando Sarah diz a seus amigos que ela fez o teste para Astreus Pictures, ela é dita que "eles são legítimos" e um "bom negócio". Em outras palavras, é uma dos poucas empresas de produção que produzem grandes sucessos. O simbolismo associado à Astraeus Pictures sutilmente nos diz sobre as verdadeiras forças por trás da indústria do cinema.

Primeiro, Astraeus é o nome de um deus Titã da mitologia grega e é conhecido sobretudo por ser o deus do crepúsculo. Como você deve saber, o crepúsculo é o que precede imediatamente a escuridão da noite... da mesma forma que essa empresa de produção traz escuridão para o mundo.

O logotipo da Astraeus também é bastante revelador: É a metade superior de um hexagrama unicursal.

  Esquerda: O logotipo da Astraeus Pictures. 
Direita: Um hexagrama unicursal completo.

O hexagrama unicursal é um símbolo importante na magia ritualística e sociedades secretas ocultistas. É também o principal símbolo associado com a filosofia de Aleister Crowley: Thelema.


O hexagrama unicursal é assim chamado porque ele pode ser desenhado de um "jeito unicursal"- isto é, em um movimento contínuo. Isso é significativo quando formam figuras em magia ritualística, onde uma linha contínua é preferível a um movimento interrompido. 

O símbolo foi elaborado pela Golden Dawn, e, mais tarde adaptado por Aleister Crowley como um dispositivo de significado pessoal. Ele é frequentemente usado por Thelemitas como um sinal de identificação religiosa e reconhecimento.

– Symbol Dictionary, Unicursal Hexagram
 

Hoje, a Thelema é ministrada por uma sociedade secreta que é extremamente influente na indústria do entretenimento: a Ordo Templi Orientis (OTO). É uma das principais forças por trás do lado oculto e ritualístico de Hollywood. A OTO também é sutilmente referida em um outro filme que também é "revelador", "De Olhos Bem Fechado" de Stanley Kubrick (leia a série de artigos sobre o assunto aqui).

Uma parte importante dos ensinamentos da OTO é a magia sexual - e nós definitivamente testemunhamos alguma coisa disso em "Starry Eyes".

A Metamorfose

Depois de um segundo teste bem sucedido (em que ela tinha que ficar nua e ser exposta a uma força do mal), Sarah recebe um privilégio: uma reunião com o produtor. Antes de sair de seu apartamento, o filme enfatiza o vestido vermelho que ela está vestindo: todos os seus amigos comentam sobre ele, um deles ainda acrescenta que "é um pouco demais".

  Em códigos de cores da elite oculta, o vestido vermelho significa 
tumulto, metamorfose e sacrifício. O vestido indica que essa reunião
 é mais um passo na sua iniciação.

Na reunião, o produtor da Astraeus Pictures diz a Sarah o que todos os produtores dizem às jovens meninas impressionáveis ​​quando querem atraí-las para um contrato de venda de alma:


 "Nós entrevistamos um monte de mulheres jovens neste edifício, mas poucas conseguiram chegar a esta sala. Alguns grandes nomes passaram por aqui, desde muito tempo."
 

 Isso implica que a forma de funcionamento da elite de Hollywood já se arrasta por décadas.


 "O papel de Celeste é realmente uma grande coisa para uma jovem atriz, sem outros créditos para seu nome. Seu rosto vai estar em um pôster, um cartaz em uma parede, uma parede no hall de entrada, num hall de entrada de um cinema."
 

Para uma menina que trabalha no Big Taters, ouvir essas palavras é o que ela esteve esperando por toda a sua vida - e o produtor sabe disso. Em seguida, ele a toca de forma inadequada, e as coisas se tornam mais reais.

  Quando o produtor começa a por a mão no vestido de 
Sarah, ela tem um gostinho do verdadeiro preço da fama.

Quando Sarah tenta fazê-lo parar, perguntando-lhe se ele quer que ela leia algumas falas, ele responde:


 "Sarah, ESTE é o teste. Você está às portas. Tudo que você precisa é que eu vá abri-las para você."
 

Mais uma vez, ninguém está interessado em que Sarah mostre seus talentos de atuação. O "teste" é mais uma vez sobre ela ser degradada em ceder seu corpo. Sarah se recusa aos avanços e sai da sala.

Seu retorno à realidade, no entanto, é extremamente difícil. Ela tem que pedir para conseguir seu emprego de volta no Big Taters e, por coincidência, ela também é dita que cerca de um milhão de meninas gostariam de ter seu emprego de garçonete estável. Ela, então, lamenta ter saído do quarto do produtor e começa a racionalizar fazendo o impensável:


"Eu meio que sinto que estou vendendo minha alma já. Assim, ela poderia muito bem ser para algo que eu amo."
 

A Iniciação

Sob a influência de drogas e, desde o segundo teste, com algo maligno crescendo dentro dela, Sarah decide voltar para ver o produtor. Para essa reunião, ela usa um outro vestido simbólico.

  Para o seu segundo encontro com o produtor, Sarah
 usa um vestido preto. A boa menina se tornou má.

Quando Sarah fica cara-a-cara com o produtor, ela percebe que não se trata simplesmente de "dormir com ele" para seu prazer pervertido pessoal. Há uma dimensão metafísica para o processo. Trata-se de submissão e de iniciação a uma ordem oculta através de ritual. Quando Sarah cai de joelhos perante o produtor, ele diz:


"Será que você abre mão de seus olhos por um novo par de olhos, olhos que podem enxergar com a nossa visão? Você abriria mão do seu corpo para se tornar um vaso para a nossa voz, a minha voz? Você daria sua antiga vida por uma vida nova gloriosa?"
 

Dentro deste juramento está  resumido todo o processo de transformação que transforma um artista regular em um completo "fantoche Illuminati". Ao "renunciar" seus olhos por um novo par, Sarah desiste de sua capacidade de perceber a realidade, a fim de só enxergar o que "eles" querem que ela enxergue. É por isso que também todos os peões da indústria constantemente escondem um de seus olhos em ensaios fotográficos? (Veja a série Imagens Simbólicas para ter centenas de exemplos.) Ao dar-se o seu corpo para se tornar um vaso para a sua "voz", ela voluntariamente desiste de qualquer tipo de valores e integridade artística que ela poderia ter tido para se tornar nada mais que uma concha vazia empurrando as mensagens da elite. Finalmente, ao dar sua antiga vida, ela apaga completamente seu próprio passado para se transformar em uma nova alter-persona, uma criação artificial que é completamente programada pela elite.

Para tudo isso, Sarah responde "sim". Ela então começa a dar prazer ao produtor... e as coisas ficam mais estranhas.

  Enquanto o produtor segura firmemente a cabeça de Sarah, 
vemos um pentagrama em sua mão - indicando a importância 
ritualística desse gesto de submissão.

Olhando para os céus com um olhar louco em seus olhos, o produtor diz:


 "A porta de entrada está aberta Sarah. Tudo que você tem a fazer é estar disposta a entrar. Matar seu velho eu, Sarah".
 

A palavra "porta de entrada" tem uma conotação espiritual visto que Sarah também se abre para o que parece ser possessão demoníaca.

  Enquanto isso está acontecendo, esse cara aparece 
do nada, o que confirma que este é um ritual oculto.

O Sacrifício

Os dias após o ritual perturbador são extremamente dolorosos para Sarah. Ela fica convulsionando fortemente e sente como se estivesse morrendo. Ela também perde constantemente o cabelo, que, como dito anteriormente, representa o seu verdadeiro eu.

  Sarah está se transformando no pior pesadelo de uma aspirante 
a atriz obcecada com sua imagem corporal. Essa mudança física 
representa a podridão de seu ser-interior, sua própria alma.

Enquanto na dor e morrendo por dentro e por fora, Sarah é visitada por alguém da Astraeus, que mostra a ela uma visão.

  Ela se vê como uma estrela de cinema, vestida como se estivesse no
 tapete vermelho do Oscar, completa com um pentagrama pingente em 
volta do pescoço, sinal de ela ser um verdadeiro peão da indústria.

Quando essa visão desaparece, ela ainda está com dor e mais feia do que nunca. Ela, então, recebe um telefonema do produtor, que diz:


 "Você pode ir para o chão e ser esquecida para sempre, ou você pode renascer. Você esperava que fosse indolor, que seria fácil, que você simplesmente acordaria uma manhã com tudo que você quis colocado para fora na sua frente? Eu lhe disse Sarah, sonhos exigem sacrifícios. E nós também."
 

Sarah não só precisa sacrificar sua própria alma para se tornar "um deles". Eles exigem um sacrifício de sangue. Sarah, portanto, passa a matar todos os seus amigos de um jeito extremamente violento. Quando o ato sangrento é realizado, homens com vestes imediatamente aparecem e a levam para o ritual final.

O Renascimento

Após o sacrifício de sangue, um grupo de pessoas ricas da elite de Hollywood se reúnem para celebrar o ritual do renascimento de Sarah.

  Reunidos em um círculo, os homens e mulheres "respeitáveis" repetem 
"Viva Astraeus", enquanto Sarah está sendo enterrada debaixo do pentagrama.

O conceito de morte e renascimento simbólico é de extrema importância em sociedades secretas ocultistas. Nos círculos mais esotéricos desde a Antiguidade, candidatos a iniciação são colocados para passar por um período de "morte simbólica", onde eles são mantidos no escuro, em seguida, "nascem de novo". Esse conceito também é central no Cristianismo quando Jesus Cristo ressuscitou dos mortos depois de três dias no túmulo. A história de Jonas emergindo do grande peixe também é uma parte da literatura judaica e islâmica. No entanto, no caso da Astraeus Pictures, o iniciado não está à beira de um grande despertar espiritual, ele é um mero fantoche atraído para um ritual satânico para o lucro e o prazer de seus manipuladores. A elite prospera em bater em arquétipos antigos e poderosos e corrompê-los para seus próprios propósitos nefastos.

No final do ritual, os produtores berram "Ela está pronta para se transformar!". No dia seguinte, Sarah renasce.

  Sarah emerge da terra completamente nua, como um bebê
 recém-nascido. Ela também está completamente careca, o que
 indica que seu antigo eu completamente se foi.

  A transformação de Sarah é tão profunda 
que ela ainda recebe um novo aniversário.

  De volta para casa, a colega de quarto de Sarah a vê deitada na cama com
 um santuário à luz de velas assustador para estrelas de cinema do passado 
que passaram pela mesma "transformação" que ela.

A companheira de quarto percebe que os olhos de Sarah mudaram - ela agora tem o novo par de olhos que tem a visão somente da elite. Sarah diz a sua companheira de quarto "As coisas estão mudando para mim", e prossegue para matá-la - a última remanescente da sua vida passada. Sarah, em seguida, abre o seu presente de aniversário de Astraeus.

 Na cena final do filme, Sarah coloca a peruca que ela recebeu como um 
presente. Representa seu novo falso alter-persona. Ela também coloca seu 
pingente pentagrama - sinal de ela ser uma estrela iniciada da indústria.

Conclusão 

Se você já leu os artigos anteriores deste blog, você provavelmente percebeu que "Starry Eyes" basicamente engloba tudo o que já foi discutido aqui. Ao descrever a transformação de Sarah nas mãos da elite de Hollywood, o filme coloca na tela a verdadeira natureza daqueles que controlam a indústria do entretenimento... e do mundo. Ao transmitir claramente o desprezo total da elite para a pessoa comum e sua obsessão com rituais corrompidos, exploração, degradação e sacrifício de sangue, o filme expõe o "verdadeiro eu" da indústria, da mesma forma que Sarah expõe seu "verdadeiro eu" para os produtores. Se você ainda acredita que isso é tudo ficção e que o que foi dito aqui é tudo uma conspiração maluca, você pode estar sofrendo um caso agudo de cegueira.

Fonte: VC

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